Os horrores fétidos que chocalham minhas entranhas
tsunamis incontroláveis arrasam as esperanças
nos altos e baixos lugares das existências
avivam as trevas…
Descarado apresenta-se já um mórbido arauto
anunciando róseos desfechos
prometendo desígnios improváveis
num escárneo sorriso
a bola
mundo girando em desvarios
membros estropiados pelo glúteo poder.
membros estropiados pelo glúteo poder.
Toma lá
mais uma guloseima, alicia a voz hedionda
em explosão de mentira a órbita civilizacional
cacos de vidro pontiagudos rasgam nossas carnes
o sangue mingua de tanto escorrer
as máscaras grudadas nas fácies
nem uma só lágrima se vê
As mães dobram seus colos, numa efémera protecção
fêmea sapiens impotente perante
a hemorragia bio cultural, lacrada com carimbo de carbono.
encontrasse um sério
aviso
para propalar aos ventos um atómico alerta
radioactivando os neurónios psicopáticos
quiçá decepar-lhes a verve angustiante
das verdades mentirosas
uma nova arca de Noé
uma renovação Caim e Abel
um novo imaculado Big Bang a chegar…
talvez…

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