Em tempos um belo e majestoso
palácio
palácio de injustiça, agora
selvática vegetação o envolve
por entre as ruínas, ossadas
descarnadas
no quase telhado, bandeiras
esfarrapadas.
Suaves brisas resvalam
ao longo dos pálidos muros
cintilando, cintilando sem
cessar.
Ali estava ele, monarca do
pensamento
com vozes de insuperável beleza
coisas malvadas, em vestes de
luto
afluem as argúcias e sabedorias
do rei
do antigo tempo sepultura.
Os viajantes deste vale
num desordenado cogitar
ao som de vozes discordantes
as ideias assumem carácter ousado
riem, já sem sorrir.
O rei está nu.
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