Ah escrevo…
Uivando ao
luar, escrevo, nas folhas do Imbondeiro
esventrando
do ser, de caneta no bolso
os pontos
paralelos, gruta para dentro
desmundo…
fico vivendo no meu sopro
vida mais
total, a chuva que incha.
Vejo-me
uma lágrima
rolando, nas folhas que escrevo
a faca não
corta o fogo, ela é o fogo
nuvens de
sedução, vagueio na imaginação
a voz nos
búzios
o erro do
erro.
Com que
vozes somos procurados?
Com que
ritmos de dor olhamos?
Um choque de
um astro
reporia o
manto, o escudo
as missangas
mais coloridas
os corações
e batuques em uníssimo
no cabelo o
pente, reabre chagas
de realeza
animal, terra vermelha a escaldar
terra linda,
em cadência saudosa.
As crianças
espantam-se
com a lua
caída, no meio do tempo
movimento de
pureza sem som…
Momentos que
sonhamos…
As crianças
criam os espaços
Onde nascem
as árvores.
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