Elegância bárbara, brilha nas cicatrizes
entre os meteoros, amargo,
amargo, o mel
negro da obra morras
uma paisagem regressa ao ventre
parto prematuro, minuto obscuro
memória perdida, um choro real
meu frágil instante
ouve-se…
Princípio de esplendor da maçã
castigadora ,castigada
suprema desobediência, a lua inteira
metade halo branco
completa-a comprida escuridão
o pensamento perdido entalado
entre chips e razões efémeras
uma nuvem toda negra
cobre a terra
a morte sobe pelos dedos,
gatilho apertado.
A chama irrompe
incendeia o Deus esmagado
há brandura de sal, nos ditos
espadas de prata, a mover águas
…arrepio…
Recolho-me ao silêncio criador
solidão universal
o adjectivo da coisa, embrulha…desvela…
confusão dilatada
a constelação do Mundo, um buraco
arquitectura de ar e ilusão
o todo fica morrendo no teu corpo
funda fêmea
femêa invisível
fiz-me abertura, nas superfícies centrífugas
busquei o escuro atrás das coisas
a sombra da minha face? a loucura e o mar
Aurora pobre, tingida de violência doméstica?
Pai e filho choram à vez
sorrio um fio
subtraí, Deus de Deus
reduzi a humidade
enchi os espaços de melodia
em estados de graça
supliquei, suplico
pureza do mundo.
calmo e terno.
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