A
propósito de toda a problemática que envolve o petróleo ( hoje em dia a maior
fonte de energia utilizada pelo ser humano) e porque vivemos uma era do que é e
não é, é verdade, não é verdade, vulgo o leite faz bem, não faz, o câncer não
tem cura, o câncer tem cura, a vida começou no crescente fértil, que não,
começou no Olduvai, em que a Democracia cambia qual camaleão, em que o Belo é o
horrível, com aprioridades, conceitos fenomenológicos, determinismos e afins, a
alma existe, não existe, julgo assistir-me o direito de tecer considerações e
apontar as causas que determinam hoje em dia a frequência cada vez mais
devastadora dos fenómenos naturais, tais como terramotos, ciclones, tsunamis,
embora também esteja certo de que não é a única causa. Pelo menos considero-a
como um dos factores mais relevante, o qual será a limpeza que estamos a fazer
das estruturas internas do planeta terra, interferindo num esquema de
realização do qual nós não temos o mínimo conhecimento no que concerne à sua
elaboração nem a interação de todos os elementos que o compõem.
Penso
assim que convém e para uma melhor
compreensão do que pretendo apontar, transcrever alguns dados relacionados com a
tectonia:
“No século
XX, novas teorias tectónicas revolucionaram as concepções tradicionais sobre os
movimentos da crosta terrestre. Apresentada em 1912, a teoria da deriva
continental cedeu terreno ao longo do século à teoria da tectónica de placas”.
Tectonica de placas
O geólogo
americano Harry Hammond Hess expôs, em 1960, uma teoria da renovação constante
dos soalhos oceânicos, baseada em fundamentos essencialmente geológicos, que
justificaria o afastamento dos continentes. As ideias de Hess partiam da
existência de muito poucas rochas com mais de cem milhões de anos no fundo dos
oceanos, o que o levou a acreditar que os sedimentos mais antigos foram
empurrados para baixo.
A
superfície do planeta não é uma placa imóvel, como se supunha no passado. Hoje
acredita-se que a camada superficial da Terra, a litosfera, com 50 a 150 Km de
espessura, seja formada por um conjunto de cerca de vinte placas. A litosfera
desliza sobre uma camada de rocha mais plástica, parcialmente derretida,
conhecida como astenosfera.
Impulsionadas por forças ainda não
inteiramente conhecidas, as placas movem-se na
superfície da Terra e interagem umas com as outras. Um dos mais importantes
princípios da teoria da tectónica de placas é que cada placa se move como uma
unidade distinta em relação às outras.
Geologia
O petróleo
está associado a grandes estruturas que comunicam a crosta e o manto da
Terra, sobretudo nos limites entre placas tectónicas. O petróleo e gás
natural são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias
sedimentares ( onde se encontram meios mais porosos – reservatórios ), mas
também em rochas do embasamento cristalino. Os hidrocarbonetos, portanto,
ocupam espaços porosos nas rochas, sejam eles grãos ou fracturas. São
efectuados estudos das potencialidades das estruturas acumuladoras ( armadilhas
ou trapas ), principalmente através de sísmica que é o principal método
geofísico para pesquisa dos hidrocarbonetos.
Durante a
perfuração de um poço, as rochas atravessadas são descritas, pesquisando-se a
ocorrência de indícios de hidrocarbonetos. Logo após a perfuração são
investigadas as propriedades radiotivas, eléctricas, magnéticas e elásticas das
rochas da parede do poço através de ferramentas especiais ( perfilagem ) as
quais permitem ler as propriedades fisícas das rochas, identificar e avaliar a
ocorrência de hidrocarbonetos.
Se repararmos,
os pontos de maior extração de petróleo, coincidentemente ou não, são onde
ocorre maior actividade sísmica ou nas suas pereferias imediatas. Angola está
dentro da placa africana e sabemos da existência pelo menos no Kuanza Sul de
águas quentes que brotam do seio da terra e ainda há poucos dias registou-se
actividade sísmica no Município do Kassongue.
Angola extrai cerca 2.000 barris/dia e se fizermos as contas e para um
período de 20 anos, dará a soma de 2.306.800.000.000 lts. se
considerarmos que um barril são cerca de 158 lts. Consegue-se assim imaginar a
considerável massa extraída.
Aqui entra então o meu parecer pergunta: quem de entre todos os
cientistas e técnicos ligados à área do petróleo me pode garantir que o
vazamento das bacias sedimentares e não só, onde se aloja o petróleo não pode
acelerar, provocando deslizamentos mais fortes e maiores, provocando fracturas/fendas mais compridas e
profundas, originando resultados verdadeiramente catastróficos? Julgo que na falta
daqueles “amortecedores” que são as citadas bacias sedimentares, a frição
tenderá a aumentar os impactos.
Para e como finalização do assunto, convém não esquecer que a humanidade
viveu AS CERTEZAS ABSOLUTAS GEOCÊNTRICAS e que depois levamos aquela grande
bofetada do heliocentrismo por volta do século XVI.

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