2013-11-28

PATRIMÓNIO MUNDIAL






A propósito de toda a problemática que envolve o petróleo ( hoje em dia a maior fonte de energia utilizada pelo ser humano) e porque vivemos uma era do que é e não é, é verdade, não é verdade, vulgo o leite faz bem, não faz, o câncer não tem cura, o câncer tem cura, a vida começou no crescente fértil, que não, começou no Olduvai, em que a Democracia cambia qual camaleão, em que o Belo é o horrível, com aprioridades, conceitos fenomenológicos, determinismos e afins, a alma existe, não existe, julgo assistir-me o direito de tecer considerações e apontar as causas que determinam hoje em dia a frequência cada vez mais devastadora dos fenómenos naturais, tais como terramotos, ciclones, tsunamis, embora também esteja certo de que não é a única causa. Pelo menos considero-a como um dos factores mais relevante, o qual será a limpeza que estamos a fazer das estruturas internas do planeta terra, interferindo num esquema de realização do qual nós não temos o mínimo conhecimento no que concerne à sua elaboração nem a interação de todos os elementos que  o compõem.
Penso assim que convém  e para uma melhor compreensão do que pretendo apontar, transcrever alguns dados relacionados com a tectonia:
 
“No século XX, novas teorias tectónicas revolucionaram as concepções tradicionais sobre os movimentos da crosta terrestre. Apresentada em 1912, a teoria da deriva continental cedeu terreno ao longo do século à teoria da tectónica de placas”.
 
Tectonica de placas
O geólogo americano Harry Hammond Hess expôs, em 1960, uma teoria da renovação constante dos soalhos oceânicos, baseada em fundamentos essencialmente geológicos, que justificaria o afastamento dos continentes. As ideias de Hess partiam da existência de muito poucas rochas com mais de cem milhões de anos no fundo dos oceanos, o que o levou a acreditar que os sedimentos mais antigos foram empurrados para baixo.
A superfície do planeta não é uma placa imóvel, como se supunha no passado. Hoje acredita-se que a camada superficial da Terra, a litosfera, com 50 a 150 Km de espessura, seja formada por um conjunto de cerca de vinte placas. A litosfera desliza sobre uma camada de rocha mais plástica, parcialmente derretida, conhecida como astenosfera.
Impulsionadas por forças ainda não inteiramente conhecidas, as placas movem-se na superfície da Terra e interagem umas com as outras. Um dos mais importantes princípios da teoria da tectónica de placas é que cada placa se move como uma unidade distinta em relação às outras.
Geologia
O petróleo está associado a grandes estruturas que comunicam a crosta e o manto da Terra, sobretudo nos limites entre placas tectónicas. O petróleo e gás natural são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares ( onde se encontram meios mais porosos – reservatórios ), mas também em rochas do embasamento cristalino. Os hidrocarbonetos, portanto, ocupam espaços porosos nas rochas, sejam eles grãos ou fracturas. São efectuados estudos das potencialidades das estruturas acumuladoras ( armadilhas ou trapas ), principalmente através de sísmica que é o principal método geofísico para pesquisa dos hidrocarbonetos.
Durante a perfuração de um poço, as rochas atravessadas são descritas, pesquisando-se a ocorrência de indícios de hidrocarbonetos. Logo após a perfuração são investigadas as propriedades radiotivas, eléctricas, magnéticas e elásticas das rochas da parede do poço através de ferramentas especiais ( perfilagem ) as quais permitem ler as propriedades fisícas das rochas, identificar e avaliar a ocorrência de hidrocarbonetos.
Se repararmos, os pontos de maior extração de petróleo, coincidentemente ou não, são onde ocorre maior actividade sísmica ou nas suas pereferias imediatas. Angola está dentro da placa africana e sabemos da existência pelo menos no Kuanza Sul de águas quentes que brotam do seio da terra e ainda há poucos dias registou-se actividade sísmica no Município do Kassongue.
Angola extrai cerca 2.000 barris/dia e se fizermos as contas e para um período de 20 anos, dará a soma de 2.306.800.000.000 lts. se considerarmos que um barril são cerca de 158 lts. Consegue-se assim imaginar a considerável massa extraída.
Aqui entra então o meu parecer pergunta: quem de entre todos os cientistas e técnicos ligados à área do petróleo me pode garantir que o vazamento das bacias sedimentares e não só, onde se aloja o petróleo não pode acelerar, provocando deslizamentos mais fortes e maiores,  provocando fracturas/fendas mais compridas e profundas, originando resultados verdadeiramente catastróficos? Julgo que na falta daqueles “amortecedores” que são as citadas bacias sedimentares, a frição tenderá a aumentar os impactos.
Para e como finalização do assunto, convém não esquecer que a humanidade viveu AS CERTEZAS ABSOLUTAS GEOCÊNTRICAS e que depois levamos aquela grande bofetada do heliocentrismo por volta do século XVI.