2012-02-07

INGUINHA



Explodindo nas entranhas do desejo visceral

Cada vez mais profundamente  alcançando o teu prazer

Os dedos queimam a pele sobrevivente dos desaires e paixões

Incontroláveis lábios, sugam o pecado da fruta proibida

Oferecida no requinte da pérfida volúpia predadora,,, pecadora

A vulva incandescente ardia me todo e o fogo

Propagava meu delírio da carne se abrindo

No cosmos policromado dos teus olhos arregalados

Surpreendida pela avalanche de sentimentos

Suspiravas infinitos  as contrações em desmaio

Ebulição nos tomando conta dos interiores

Empolgando o instante a eternidade

Uma frescura indecisa existe no meu sangue

Despejamos no caos longamente

Obra prima esculpida nos clímaxes.