Como pilar, sustentara-me
entre o vazio dos escombros,
testemunhando,
estoicamente,
a chegada de hordas famintas,
bem falantes;
De baleantes ferros em suas mãos,
com a flor entre dentes,
sorrisos carnívoros.
Aos suspiros do pássaro
em mim pousado,
ensaio o conhecimento de tais lamentos.
A resposta triste e repentina,
induvida meus olhares.
Mesmo as nuvens
chumbeadas de cor,
estrodeavam descontentamentos
sobre os hominúsculos seres,
coitados ,
julgando-se os eleitos.
Mas eis, agora submergidos
pelo fluvial dilúvio,
tentando o infrutífero desvio
de seus remorsos,
arrastados são no turbillhão aquático,
para os fundos de seus vazios.
Decretado e promulgado
assim me dissera o pássaro pousado em mim.

2 comentários:
Vc sempre brilhante!
Bjs.
Marcante a imagem, profundo o escrito! brilhante, o autor!!
Enviar um comentário