2011-03-26

NGANA NZAMBI


Quais a estruturas e sistemas identitários de Angola? Que dinâmica apresentam as identidades? Qual o processo de alteridades culturais?

A conjunção da tradição com a “modernidade” é uma inevitabilidade?

Vozes se levantam em demanda dos processos e estratégias sociais com carácter eminente e claramente desviante.

Tentar vestir a Palanca Negra com a pele do Urso Polar num contexto tropical, traria certamente grande sofrimento á Palanca.

É que existem ainda particularidades e especificidades próprias da cultura Angolana. Certamente que a habitação africana ( Kubata ) com as suas paredes de barro ,extraído do meio envolvente, não encaixa nada bem com a cobertura de zinco. É um facto que a cobertura de colmo proporciona uma outra frescura ao habitáculo e não faz a agressão ecológica do zinco.

O esforço globalizante do uso do fato e gravata das zonas temperadas, no contexto tropical, mesmo camuflado pelos condicionamentos de ar, vulgo ar condicionado, não é seguramente uma resposta nascida da essência da habitabilidade Angolana.

Então quando se lançam para o ar os pedidos de deixarem os Angolanos seguirem o seu caminho, extensivo no fundo também á Africanidade, estamos a falar do quê? De quê quê?

Atacar o fundamento vital da própria cultura, ou seja o sistema de representações não foi a arma usada por excelência pelo sistema colonial? Transformar regressão em evolução é uma pura falácia, assim como considerar que só pelo facto de se possuir um telemóvel me transformo num ser evoluído.

1 comentário:

Luísa R de Carvalho disse...

pois...
...e se um exemplo feliz de tradição e modernidade pudesse ser a luz...não o encontro em nenhum ponto do globo....só mesmo os ditos telemóveis...omnipresentes!