2010-04-17

POEMA ETNOPROSA

Candice


O corpo depositado com variados utensílios, passando pelos espólios dos panteões colecções gabinetes, sinto aqui a ausência de uma presença, cada um faz do seu muro, uma perda na água cristalina, de uma alegria que é um esgar/riso de alguma passividade, quer isso diga, se alguém teve que ser um simbolismo, quer, ser aquela boca se desenvolvendo para lá do bico TRANSLÚCIDO da ave de penas molhadas, mas que se o olho mágico da pedra, de noite escolhendo líquidos, mesmo que pedra seja pomes, tenho um azedume na sola dos meus pés, por isso coxeio ligeiramente, ás vezes há um domínio para lá do teu ser, aqui um fio brilhante e sedoso, diz-nos, sou novo, tu usada com as existências de algum modo que nos calam as bocas. Sou assim um equilíbrio basáltico em água mole, uma chuva ácida ardendo nos olhos do consentimento… Pecaste? Julgas-te um purgatório aflorando oásis de razões vâs, ah pois és metáfora, por vezes eufórica, consegues adormecer no teu próprio desejo, assim espero que consigas.

O espaço buraco aberto em mim, caverna profunda, feita com as palavras da tua despedida, o enxofre derrama por sobre meus olhos, o bem de não te ver partir, ficaria olhando cego o brilho que os interiores revelam, salivando as sedes dos jejuns, uma casa algures num sítio ermo, aguardo silenciosamente as notícias do mundo exterior ao meu calor.

Não sei quando, mas talvez, buscarei a tua morada no aconchego dos dedos pétreos, do conjunto que teima em circular no meu sangue, com metodologias não esperadas, guarda assim o peito na concha da maré, um certo rio parado.

4 comentários:

Anónimo disse...

Vc é tão chique meu amigo e como eu já te falei um dia, escrever tão bem assim devia ser falta de respeito com quem não chega nem perto do seu talento. Rsrsrsrsrs
Bjs e a foto nova está muito bonita.

Kalaari disse...

Teu texto, com a caracteristica ímpar do teu talento invulgar, faz-nos ler e parar para pensar.
Porque és diferente e fazes a diferença.
Uma rosa de porcelana para ti, meu irmão.
Beijos
Vera Lucia

Jorge Maia disse...

Boas Amado Tio Kim,

Apesar da distancia núnca estiveste ausente, a tua aura indigo é forte, as palavras assim o dizem.
Sempre foste uma alma errante, sem apegos e sempre cumpriste com a tua missão na terra.Segues o teu coração.
Aonde ele te levar.

Um grande abraço,
Sempre te admirei pela tua coragem, impar e hoje aos 40 estou a despertar para esse teu caminho sem fim.

Quando vieres ao continente liga-me, tens sempre cá casa.

jorge Maia
969652334

Eu sei que vou te amar disse...

Resta a nostalgia, onde os sonhos depositam momentos tao bem vividos, afinal caminhamos ate a morada dos nossos pensamentos!
Beijo terno