2010-04-28

LUA PÁLIDA


Noite de lua pálida, a dor de um fruto caído
esquálida
na coutada muito perigosa. Puta ! Grande puta… a vida!

Escolhe um nome para esse rio, a bala certeira matando este passado
só possuo sabedoria de bicho, pressinto mortes e sangues de coisas há muito vividas
formas gravadas no vazio.

Noite de lua pálida,
rolam lágrimas demoradas, visão de um riacho de sangue.
Certa vez…
Um arfar violência, prostrou-me junto aos pássaros espelhados
entre cavalos e potros, minha crina esvoaçando passos da vida
sementeira de pedras angulosas, sou em ti o pensamento
que foge, no acto presente, tudo nos indica, o funeral póstumo,  pronto!
Um ínvio caminho, riso até ás lágrimas, soluços em risos dementes
novidade surgindo, neste ser humano genérico, que ilumina
ficando sempre na sombra…
Lua pálida
Noite…

2 comentários:

Anónimo disse...

Lendo seu texto me lembrei de uma frase de Guimarães Rosa:

"Viver é etecetera."
Bjs.

Janaina Amado disse...

Eu gostei MUITO deste poema. Obrigada e xaxuaxo!