2009-01-18

Original Inocência


Lotus_Moon_by_skydestinies/Deviantart

Um fio de prata rasgara o espaço. Koriskinha, a menina dos olhos arco-íris, e eu, olhavamos a actividade vibratória da matéria prima.
Um outro grupo, Ke Lambe e Ke Adorna, os nómadas da eternidade, suspensos na indelével linha do fio de prata, trovão feito ruído medonho, o raio inseparável, caía nos sempre mesmos opúsculos, ensaiavam aliciamentos.
Atenção! Falou me Koriskinha. Sua mão em meus olhos, era ela ainda a originária inocência, seguramente me levaria por alicerces seguros, pensei numa fracção do olhar.
Ke Lambe é melífluo, lambedor exaustivo em último grau. Sabe-se do poder da língua no lambimento, viscosidade que pode adormecer. Porém Ke Adorna, mais perigoso, desmostra-nos caminhos, tem como disfarce e convencimento, o adorno, de falsos pareceres. Portanto cuidado, muito cuidado, reforçou me em palavras, a mão em meus olhos.
Então a alma alquímica e a obra mágica não me defendem dessas fendas obscuras? Diz me como serei para… viver?
Uma capa espinhosa te darei, inlambível te tornarás; dos adornos tu próprio vestirás, só assim distante te manterás das segundas epidermes. Atento te deves manter, pois só aqui começa o oratório embuste. Induzirão a vontade de sentir um ser supremo em ti. Não vaciles , sem medo, fecha os olhos, às palavras deles, da tua boca só imagens darás.
E eu, por criança ser da originária inocência, soprarei te ajudas na alma que carregas, nunca o mesmo lugar e tempo se repetirá. Não foi esse o teu desejo / sonho que naquela tempestuosa ocorrência idealizaste?
O Omnidesprendimento, mostrar-se-à no esplendor do inacabado acto, um facto imortal em transformação te conduzirá, escreverás poemas no céu da boca dos anjos, com setas rutilantes molhadas em tinta permanente.

2009-01-14

Bantulândia






Fedro acordou comigo, o sol brilhava mais que ontem; falou me logo da crítica razão kantiana, enquanto a preguiça e o bocejo da cama quente estava em mim.
O dia hoje era o dos povos Bantu. Quero lá saber dos teoremas, gemidos ou Gegenstand dos comezinhos kotidianos, do que ama ou é amado na procura de um Deus em nós.
Olhei-o ( a Fedro) pareceu me retratar uma viagem de alma penada, com búzios e feitiços, aparamentado também da ilusão atroz do sítio nunca alcançado.
Num repente, saltei do bocejo, cama e preguiça, porta fora, busquei um bocado de terra, seu cheiro sossegou me, mas mesmo assim uma ténue tristeza teimava em comigo ficar, assim como Fedro que me acompanhara e insistia nas transcendências e afins, quando eu queria era mesmo saber - se todo o possível será um dia permitido-?
A loucura das enfermidades humanas é o meu cerne da questão, pois que se passado e futuro são perdas da presença, concentro me no hoje, convincente tentara ser ao dizê-lo.
Mas Fedro é um reflexo infindável de si próprio, não me escutou e afastou-se embuído do seu/dele delírio amoroso.
Uma parte inefável do dito, deslumbrado, como que cego, resvalou por inclinações nunca experimentadas!
Coisas de Deuses.

2009-01-11

ALTERIDADE




Estou incondicional e resistentemente a favor

da originalidade irredutível da alteridade.