2008-07-21

MULTISTASIA


Candice Degréve (desenho)

Conhecerei o teu amor no fim do caminho… provavelmente nunca.
As polinucleares intensidades que produzimos nada nos esclarecem , no entanto o calor da tua mão , mostra-me apetites.
Serás herdeira primata , ou criação directa de um Deus?
Serás capaz de mostrar o amor que me dizes?
Serás serpente , ou mera estrutura costelar?
…Co-produzimos…
Se serpente , peço-te , rasteja-me , inocula-me o teu mais profícuo veneno , adormecerei no infindável “re”: (re)petir , (re)lembrar , (re)agir.
Não nos preocupemos! O demónio da coerência ou racionalização é-nos completamente fiel.
O dinheiro , a posição social , é-te indiferente? Onde é que já ouvi isto?
Uma variação da invariante , como a auto-reprodução sem evolução. A relação comunitária da fraternidade espontânea e voluntária seria talvez o combate eficaz ao complexo antagonismo / desordem/ conflitos…
… nesta fase da paixão…
Somos antagónicos e mais alguns “ónicos”. Então a nossa inter-relação não supõe um jogo de atracções , afinidades e mais algumas “idades” ? Quando retroagimos , negativamos estados muito elucidativos , ou desencadeamos mentiras num antagonismo organizacional. Mas a paixão deveria ser capaz de realizar a troca metabólica , pois sou-te uma componente extremamente fiável , fazes-me máquina viva…
…Multistasiados talvez conseguíssimos…

2008-07-18

COITOS DO IMAGINÁRIO



O KimdaMagna publicou o livro do qual se mostra a capa. O livro não tem preço. Este livro é para ser oferecido para leitura. O estilo é o dele. Foi todo idealizado e feito pelo KimdaMagna. Todos os direitos do livro são irreservados e poderá ser copiado sem autorização prévia do autor. Ao KimdaMagna basta-lhe saber que foi ele o criador da obra. Não há regras , nem as ditadas por um qualquer editor , nem as imposições linguísticas, nem o "como deve ser feito" estéticos ou de convenção. Resumindo pode-se dizer que este livro é o "voo livre do KimdaMagna". Professo e idealizo que qualquer manifestação criativa nunca deveria ser paga.

2008-07-14

Flor depois do fruto




Era o resultado de uma bibliografia
multidisciplinar,
Eu.
Fora da linha ortodoxa, a fêmea
Ruiva
negava a essência teórica e meto(do)lógica.
Novos rumos desabrochavam…
Questionamos a causação determinista,
ela amava profundamente a minha liberdade,
incansável eu, cortava-lhe as inúmeras amarras.
Imaginava-me, sempre que meus lábios
a pele quente dela tocava,
num parapentico voo, assim mesmo,
é verdade, o vento e o silêncio
afrodisiando-nos, a chave desamor.
Nasceu um fruto!
Estranho foi a flor depois
nascendo contrária ao processo
fruto dando flor.