2008-06-28

Estratégia



Um cosmos singular
a totalidade não verdade.
Encerrada a realidade
num sistema coerente
racionalização delirante. A paranóia.
As fronteiras são sempre vagas,
no,
processo recursivo.

Sempre que empreendo uma acção
qualquer que seja,
escapa-se às minhas intenções.

O todo é mais que a soma das partes.
O todo é menor que a soma das partes.
O todo é mais e menos em simultâneo.

Informação e conhecimento
uma cognitiva dimensão indiferenciada.
O desconhecido não é apenas mundo exterior
é nós próprios
o paradigma controla o lógico e o semântico
um grau zero
ser sistema de ideias.

Um frenta a frente com o indízivel,
a complexidade um desafio,
o vazio insondável,
fundamental realidade.

2008-06-17

Invisual Inteligência




Uma associação combinatória em elementos diferentes
o baixo cretinismo em produção pelos Média,
a Universidade produzindo o alto cretinismo.
O dilema Observador/ Observado
metodologia dominante ,
um corte da carne, um derrame de sangue, espalha-se
o sofrimento, unidimensional, na visão mutiladora,
alta produção de obscurantismo.

Três direcções contraditórias
Oferece o rosto incerto, ao observador exterior,
Penetrá-lo fecundará o princípio da complexidade.
O todo não reduzido à soma das suas partes
uma noção ambígua ou fantasma
estendida a todo o Cognoscível
como o desequilíbrio que alimenta o sistema equilíbrio.

Simples
Uma abertura que origina um fecho.
Concordo, a evidência é, a mais difícil de perceber.
A causalidade unilinear fracassa.
Há uma brecha no sistema axiomático
concebamos céleres então
a teoria e a lógica como sistemas abertos.

2008-06-10

Monumento Humano


Sou filho de um biunicórnio,
peso pluma da ingenuidade,
decidi perder o rasto do infinito.
No eco do refluxo,
tesão peniana /vaginal em simultâneo,
eis as carnes expostas na flor aberta.

Com as hienas sentadas,
em espera do outro lado do irreal,
a ideia, era músculo que deveria permanecer flácido.

Trôpego e profundamente desarticulado,
erectamente encolhido, preso/escravo de um todo vazio,
atravesso a inferência não lógica.
Simulo fritar-me no óleo do desdém humano,
aquém da linha ternurenta.
Sou uma bolha em espaço limitado.

Cego em relação ao tempo.
Visionário de mim mesmo.
Sou restos de recém parido.

Um monumento humano eloquente à indiferença social.

2008-06-01

UM LUGAR INGLÓRIO


Observei-me a nu, numa convexa
superfície reflectida…
Um gesto irreflectido, convenhamos.

O arfar subtil de teu peito,
distrai-me, dos intentos nobres,
de correr de costas contra, a languidez,
desprendendo-se dos colectivos olhos.
Momentos há, que sou a favor
da camuflagem dum qualquer camaleão,
disfarçado dele próprio,
também convicto dele próprio.
Quase um estado bipolar,
divergente e egocêntrico, somos
uma medula coincidente em nós,
frémita, tremelica-nos em dúvidas.
Não me prometas ventos,
sou uma frágil flor,
que não resiste a tempestades.

Simplesmente a tua presença, será o paraíso.