2008-01-02

Mecânicos gestos


A incerteza das interpretações provam que são falsas.
Bom ano, bom natal, bom ano, que bocejo…
Cassete ou disco riscado, tão somente reflexo verbal, procurando esconder o lado tenebroso. Sim ,sim, repete te até à exaustão, as ocas e falidas palavrinhas. Olha para o céu, bate dez vezes no peito, benze te ou de cu para o ar, palmas da mão no chão., estás perdoado, podes apunhalar mais…
Viver assim numa espécie de eternidade obtusa, qual anjinho inocente, mas afinal a quem queres tu enganar? A mim ou a ti?
Somos um género humano dividido em duas espécies: os que moram nos ociosos jardins ; a outra subterrânea raça de proletários que por trabalharem na escuridão, ficam cegos, e rotineiramente produzem máquinas pesadas que não servem para nada.
Por vezes, tenho de me rir, senão enlouquecerei, com as vossas certas e repetidas certezas de datas e pareceres. Reconheço vossa capacidade de falar e o assobiar melodioso.

Existe um herói do tempo presente, do seu tronco magoado brotam sangue e palavras. Tem como troféu uma flor murcha, desfazendo se em pó.

4 comentários:

Lais Mouriê disse...

Sabe, eu vi esse troféu ( na minha imaginação) e o achei o mais belo de todos: flor murcha se desfacelando; pura beleza!

Belo texto!

Bjos

Kafé Roceiro disse...

Kim,

Tú és poeta, meu amigo.
Brinca fantásticamente com as palavras fazendo-as falarem por si só.
Muito legal o texto.

Um abraço,

Kafé.

SAMANTHA ABREU disse...

Feliz Ano Novo pra vc!

Fada disse...

Bom....vivemos em sociedade, regras são para ser quebradas mas valores educacionais sempre é bom guarda-las no fundinho, no cantinho, num neuronio preguiçoso...

Ah coisas que são mecanicas mas não sao ofensivas

beijokasssssssssssssssss